terça-feira, fevereiro 26, 2008

Livros esfaqueados


É preciso fazer malabarismo para conciliar faculdade, trabalho, estágio (e greve de ônibus!). Com exceção dos calhamaços jurídicos, abertos na escrivaninha, riscados, glosados, os livros descansam na minha estante despossuída, esfaqueados com aquela faca de papel que veicula anúncios das mais recentes porcarias do mercado editorial. Leituras interrompidas.

Até os sonhos ficam mais pobres.

* * * *

10 comentários:

Júlio Diniz disse...

Eis aí, Alysson, o tecido áspero da realidade com o qual cobrimos a aversão à nossa despretenciosa e despojada nudez por sermos expulsos do paraíso.

Quanto à greve, todo ano é a mesma ladainha. Quisera o índice de aumento salarial dos trabalhadores fosse pré-fixado no mesmo molde dos ajustes dos políticos.

Tão-somente a energia despendida no meu policiamento para não deixar-me sucubir às forças que pretendem reduzir-me num sufocante e apertado limite existencial tem me levado à exaustão.

Que Ele renove suas forças!

Abraços!

Lou Mello disse...

Tá vendo porque odeio os ônibus. Ainda por cima, estragam nossos livros.

abstrato de tomate disse...

Livros esfaqueados me lembram Jo�o Cabral de Melo Neto.

Estuda direito?

abcs.

Alysson Amorim disse...

Sim, Abstrato.

Estudo.

Luciano e Cacá disse...

Espera até tu casares e teres filhos! Assim tens de fazer malabarismo com o tempo...

alealb disse...

concordo com o Lou!
:)
beijos,
alê

Alice disse...

rsrsrssss... tuas palavras são como fotografias: reveladoras.
beijos
Alice

Felipe Fanuel disse...

Sofro do mesmo mal. Minha biblioteca está toda "esfaqueada".

Abraços.

Tamara disse...

Livros para além das estantes...

Humberto Ramos disse...

Sei bem como é isso...